Como ajudar o cérebro a tomar melhores decisões

Tomar decisões nunca foi fácil. Muitas teorias e pouca praticidade. A autora fundamenta muito bem nas bases neufisiobiológicas. Porém, argumenta com termo "inconsciente" para o que não consegue explicar. Recomendo a leitura.


Você é capaz de imaginar o que acontece com o seu cérebro quando você está prestes a tomar uma decisão importante? O que nos leva a escolher aquele produto mais caro no supermercado ou qual filme assistir na sexta à noite? A ciência tem se esforçado para entender melhor o processo de tomada de decisões. Um artigo na Scientific American trouxe estudos revelando que, ao contrário do que muita gente pensava, ter muitas opções de escolha nos leva a tomar decisões piores – ou não tomar decisão nenhuma.
O mais divertido deles foi um realizado pelos pesquisadores Alison P. Lenton, da Universidade de Edimburgo, e Marco Francesconi, da Universidade de Essex. Eles analisaram as escolhas feitas em 84 speed-dates (eventos em que a pessoa participa de vários miniencontros com desconhecidos, um após o outro, para no final escolher – ou não – os parceiros de que mais gostou). O resultado mostrou que os participantes fizeram menos propostas (muitas vezes, nenhuma!) para um segundo encontro quando tinham maior variedade de opções. Essa variedade, em vez de possibilitar melhores decisões, na verdade confunde e prejudica a qualidade da escolha.
Mostramos esse estudo para Camile Maria Costa Corrêa, que estuda fatores que influenciam a tomada de decisão no Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP, e batemos um papo com ela sobre isso. Quer saber como você pode dar uma forcinha para o seu cérebro tomar decisões mais acertadas? A Camile deu boas dicas.

O que a ciência já sabe sobre a maneira como tomamos decisões?
Sabe-se que a maioria das nossas decisões são automáticas, pois são fruto de processamento inconsciente. Descer uma escada ou retirar a mão de uma chapa quente são decisões que precisam ser rápidas, sem interferência da verbalização interna. Mas há decisões complexas que envolvem situações de risco e exigem racionalização. Em tomada de decisões, simples ou complexas, é o sistema nervoso que avalia as alternativas possíveis, geralmente de forma a maximizar os ganhos e minimizar as perdas. A neurociência vem desenvolvendo métodos para avaliar como a cognição, emoção, atenção e memória e outras variáveis contribuem para o processo. A decisão não é uma simples escolha entre alternativas, mas um processo que depende da experiência do indivíduo e de sua capacidade de identificar os principais fatores da situação.

Como o cérebro atua nesse processo?
Processos inconscientes, expressos no estado de motivação de um indivíduo, dependem, grosso modo, do funcionamento do tronco encefálico e dos gânglios da base. Já as reações emocionais são fruto de processamento do sistema límbico: elas são o pano de fundo, o cenário em relação ao qual as decisões são tomadas. Finalmente a atividade de áreas frontais (córtex pré-frontal) é associada ao planejamento decisório, ao controle dos impulsos e à decisão racional. Mas é importante lembrar que não existe essa aparente compartimentalização do cérebro na hora de decidir. Todas as áreas têm sua contribuição relativa e interdependente, só que umas são mais recrutadas do que outras
O estudo indicou que ter muitas opções pode nos atrapalhar. Por que isso acontece?
Antes se pensava que quanto mais alternativas tivéssemos, melhor seria a nossa decisão. As opções eram vistas como promotoras da nossa liberdade de avaliar A melhor opção. Entretanto, escolher dentre inúmeras alternativas de marcas de produtos no supermercado, celulares, carros etc. virou um processo tão custoso que as pessoas sentem-se aliviadas quando não precisam decidir. Quando temos que escolher uma alternativa, é necessário abrir mão de muitas outras potencialmente boas também. Isso gera um sentimento de perda e situações de impasse cuja resolução é tão difícil que pode ser mais fácil desistir.


Como o estresse afeta a tomada de decisões?

O estado de estresse claramente prejudica várias funções cognitivas, como memória, atenção e a tomada de decisões. O estresse pode levar a decisões impulsivas ou mesmo perseverativas. Pode restringir a busca por soluções, pode impedir a flexibilização do raciocínio.
Que outros fatores dificultam o ato de fazer escolhas?
Geralmente, acreditamos que não somos responsáveis por decisões tomadas em situações de coerção, ignorância, intoxicação involuntária, insanidade ou ausência de controle. Além dessas situações, o excesso de opções, pouco tempo para decidir, falta de atenção, existência de distrações, apelos por decisões impulsivas, vieses emocionais ou excesso de racionalização, são empecilhos à decisão.

Como as propagandas e outras influências externas podem afetar as nossas escolhas e o que podemos fazer para não sermos tão influenciáveis?
As propagandas sabem usar elementos que apelam às nossas motivações. O que se vende numa propaganda geralmente é só contexto e as promessas de bem-estar associadas a um produto. Oferecê-lo pode ser satisfatório por dois motivos: suprir uma necessidade ou suprir um desejo. Para não sermos tão influenciáveis, mais importante do que saber que essas estratégias existem é conhecer os seus valores pessoais. A instrospecção (exercício de saber sobre si mesmo) pode ajudar a filtrar o bombardeamento de oportunidades imperdíveis, promoções e liquidações. Valorizar mais objetivos a longo-prazo do que os imediatos são escolhas geralmente conservadoras, mas que impedem ceder à tentação das propagandas.

Que outras atitudes ajudam a tomar decisões melhores?
Ser capaz de prever eventos fornece tempo para preparar reações, de forma a melhorar as escolhas que se venha a fazer no futuro. Por outro lado, raciocinar sobre as próprias decisões, exercitar a introspecção pode ser uma boa estratégia para identificar valores e objetivos a curto e longo prazo, ajudando a construir critérios sobre suas necessidades e motivações. Deixar a “intuição” falar também pode ser uma boa opção em vários casos. Saber que, em alguns casos, as decisões “impensadas” geram resultados melhores não significa necessariamente agir impulsivamente. A força da intuição está nas experiências. Às vezes elas bastam, às vezes não.

Ana Carolina Prado

Fios e Linhas








Tenho observado que existem uma variedade de técnicas de crochê nos meus garimpos pela net. Como a arte e as linhas tem surgido com grande entusiasmo em mim. Resolvi postar alguns técnicas que tanto me aprecia.
Esse blog http://delights-gems.blogspot.com tem trabalhos lindos, e o melhor, tem uma lojinha - Etsy - que podemos adquiri-los.

Essa técnica chama-se Potholder Ripple Rose

Parte 1
Round 1 : 3 pc para contar como primeiro hdc. 8 hdc. (9) Não participar. Marque o ch 3 primeiros com um pequeno pedaço de fio contrastante na base. (9) Rounds 02/01 será uma espiral contínua; não se juntar, continue em uma espiral .

Round 2 : Trabalhando em loops de volta , apenas, fazer 2 hdc em cada ponto em torno de (18). Não se junte.

Round 3 : Trabalhando em loops de volta, apenas, fazer 2 hdc em cada ponto. Pbx na alça de trás do ponto seguinte ao fim da linha e quebrar. (36)

Rodada 06/04 : Ainda usando a cor Uma junção, com um pbx no circuito frente do 3/hdc ch primeira vez que é marcado por contrastes pedaço de fio. Depois de determinar este ª partida, você pode remover o marcador e depois (ch 3, 3 pa, 3 pc, pbx) nesse circuito frente mesmo

Nos próximos nove loops frente na espiral: (pbx, 3 pc, 3 pa, 3 pc, pbx). Total de 10 pétalas.


Daqui até o fim da espiral de crochê, a mesma seqüência: (pbx, 3 pc, 3 pa, 3 pc, sl st) em cada ciclo outra frente: Quebre a cor, colocar todos os rabos de fios na parte de trás desta rosa e segura as pontas.
Round 7 : Usar a cor B (folhas), 3 pc em qualquer loop de volta da rosa para contar como pb. Na mesma st: dc, ch 2, 2 pb. Ch 1. * Ir 3 loops de volta, no circuito de volta quarto: (2 dc, ch 2, 2 dc) ch 1. Repetir de * em torno de um total de 9 desses conjuntos.


Round 7 é o mesmo que a mais próxima rodada para o centro no diagrama abaixo.

NOTA : em Rounds 8-11, pular mais de dois pontos desde o final de uma ondulação e dois pontos mais para iniciar o ripple que vem. Em outras palavras, há quatro pontos falsos entre ondulações. Os pontos falsos são vistos em vermelho-alaranjado no diagrama abaixo.


Round 8 : * No cap 2 sp, (3 dc, ch 2, 3 dc). Repetir de * em todos os espaços em torno de 2 ch. Romper cor.
Round 9 : Este será uma rodada em que há quatro dc vai até a ondulação ao pico e, depois de 2 ch, quatro a descer para o vale.

Com a cor C (cor de fundo), junte-se em qualquer 2 ch sp. Ch 3 (para servir como pb), dc, ch 2, 2 pb, 2 pb na parte superior do dc seguinte, mais de 4 Ir dc e no topo do um antes do 2 ch sp, 2 pb. * Na ch 2 sp, (2 dc, ch 2, 2 dc). 2 pb no ponto seguinte. Repetir de * volta e terminar com 2 pb no st antes do cluster no 2 ch sp. Pbx para se juntar rodada.

Round 10 : Esta será uma rodada em que haverá cinco dc vai até a ondulação para o pico e cinco a descer para o vale.

Pbx para começar no 2 ch sp. Na ch 2 espaço, ch 3 (primeira dc), dc, ch 2, 2 pb. Pa no p seguinte, 2 pb no ponto seguinte, Skip quatro st. [Ver diagrama] 2 ª dc após a segunda na ondulação. 1 pb no ponto seguinte. * Na ch 2 sp (2 dc, ch 2, 2 dc). Pa no p seguinte, 2 pb no ponto seguinte. Ir quatro st. 2 pb no ponto seguinte, 1 pb no ponto seguinte. Repetir de * ao redor. Junte-se com um pbx para completar a rodada.

Rodada 11 : Esta será uma partida de vez o hdc é f DC . Haverá seis hdc é com a ondulação de pico e seis a descer a onda para o vale.

A partir do 2 ch espaço: (ch 2, hdc, ch 2, 2 hdc), 1 hdc em cada um dos próximos 2 ª, 2 hdc no ponto seguinte. Ir quatro ST. 2 hdc no ponto seguinte, 1 mpa em cada um dos próximos 2 ST. * Em ch trabalho sp 2 (2 hdc, ch 2, 2 hdc), 1 hdc em cada um dos próximos 2 ª, 2 ª hdc na próxima. Saltar 4 º, 2 hdc no ponto seguinte, 1 mpa em cada um dos próximos 2 ST. Repetir de * ao redor. Junte-se com um pbx ao fim da rodada. Romper deixando uma cauda de 7 polegadas .

Post de http://karinaandehaak.blogspot.com

O Amor, um anseio, por Martha Medeiros


"Recebi de presente de uma querida amiga um livrinho com pensamentos de Carl Jung sobre o amor, este tema fascinante que nunca se esgota. Pai da psicologia analítica, Jung faz várias considerações, até que em certo momento da leitura me deparei com a seguinte frase: “O amor da mulher não é um sentimento — isso só ocorre no homem — mas um anseio de vida, que às vezes é assustadoramente não sentimental e pode até forçar seu autossacrifício.”
Peraí. Isso é sério. O que eu entendi dessa afirmação é que o homem é o único ser capaz de sentir um amor genuíno e desinteressado. O homem só atende ao seu mais puro sentimento — e se esse sentimento não existir, ele não compactua com uma invenção que o substitua. O homem não cria um amor que lhe sirva.
Já para a mulher o amor não é uma reação emocional, é muito mais que isso: aliado a esse sentimento latente, existe um projeto de vida extremamente racional que precisa ser levado a cabo para que ela concretize seu ideal de felicidade. O amor é uma ponte que a levará a outras realizações mais profundas, o amor é um condutor que a fará chegar a um estado de plenitude e que envolve a satisfação de outras necessidades que não apenas as de caráter romântico.
Ou seja, romântico mesmo é o homem.
A mulher necessita encontrar seu lugar no mundo, a mulher precisa completar sua missão (ter filhos, geralmente a mais prioritária), a mulher deseja responder seus questionamentos internos, a mulher se sente impelida a formatar um esquema de vida que seja inteiro e não manco, a mulher possui uma voracidade que a faz querer conquistar tudo o que idealizou. O amor é um caminho para a realização desse projeto que é bem mais audacioso e ambicioso do que simplesmente amar por amar. O amor pode nem ser amor de verdade, mas é através de algum amor, seja ele de que tipo for, que ela confirmará sua condição de mulher. O homem já nasce confirmado em sua condição.
Será isso mesmo ou estou viajando na interpretação que fiz? Se eu estiver certa, então talvez o verdadeiro amor seja o amor da maturidade, o amor que vem depois de a mulher já ter atingido seu anseio original, o amor que surge da serenidade, depois de tanto ter se empenhado, o amor que vem quando não há mais perseguição a nada: o amor maduro e íntegro da mulher pode enfim se conectar com o amor maduro e íntegro que o homem sempre sentiu. Os amores puros de um e de outro finalmente se encaixariam — o amor real dele e o amor dela desprovido de ansiedades secretas. Enfim, juntos?
Indo mais longe, talvez isso explique por que são as mulheres as que mais pedem o divórcio: já atingiram seus propósitos e procuram agora vivenciar um amor que seja unicamente sentimental, sem cota de sacrifício, enquanto que o homem só pede o divórcio quando se apaixona por outra mulher, pois ele sempre foi movido pelo amor desde o começo, deixando as racionalizações fora do âmbito do coração.
Jung, me perdoe se delirei a partir de uma única frase sua, mas me permita realizar esse meu anseio de pensar o amor, além de vivenciá-lo. Que jeito, sou mulher. "

COMO LER E ESTUDAR EFICAZMENTE



Instruções Básicas Para Se Efetuar a Leitura

Procedimento Para Leitura Eficiente

O Método de Leitura SQ3R *

O processo ativo da leitura é muito importante para a maior retenção do material verbal. Os estudantes podem participar ativamente, utilizando-se preferivelmente de textos programados. A organização da informação é um modo de participação ativa muito eficiente. Uma estratégia de estudo largamente usada, conhecida como sistema SQ3R, promove participação ativa de forma sistemática para grande maioria dos textos, programados ou não. A sigla provém das cinco etapas das técnicas: Sondagem (Survey), Questionamento ou Perguntar (Question), Leitura Ativa (Read) e Recitar (Recite),

Revisão e Teste (Review).
Este método SQ3R foi elaborado e exaustivamente testado na Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. Os estudos revelaram que, ao ser aplicado conscienciosamente, este método melhora o desempenho tanto de estudantes que se queixam quanto daqueles que não se queixam de dificuldades de leitura.
Para aplicar o método, comece escolhendo um local tranqüilo, confortável, bem iluminado e sem possibilidade de ser interrompido na sua atividade. Após a leitura destas instruções, não se perturbe se, ao tentar aplicá-las, não entender todo o texto à primeira vista. Aliás, já comece a aplicá-las justamente na leitura do presente texto, à medida que for avançando nas seções. A compreensão vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura. Antes de mais nada, seja disciplinado e perseverante. Com algumas poucas práticas, o custo e esforço inicialmente despendidos serão altamente gratificados e a atividade vai ficando mais fluente e automatizada.


As Etapas do Método SQ3R
Os procedimentos da primeira e da última etapa do método SQ3R, abaixo descritos, se aplicam à leitura do texto ou capítulo como um todo, enquanto outros procedimentos das três etapas intermediárias se aplicam a cada seção do texto ou capítulo, no curso da atividade de leitura.

Etapa 1: Sondagem. As pessoas compreendem melhor o material verbal complexo quando informadas com antecedência a respeito de sua natureza. Se você já souber previamente como foi organizado o texto ou capítulo, então sabe o que esperar dele. Neste caso, você tem mais probabilidade de ver como os fatos descritos se ajustam entre si e de integrar materiais de sua própria experiência, particularmente os estudos anteriores. Esta fase de Sondagem tem função preparatória. Assim, por exemplo, para obter uma visão geral do presente texto,você pode inicialmente
1) examinar o sumário (índice de conteúdo) e/ou a introdução.
* A presente descrição do método SQ3R é uma adaptação, realizada pelo Prof. Ildenor Mascarenhas Cerqueira,baseada nos trabalhos de Thomas & Robinson (1982); Spache & Berg (1978); e Robinson (1970) e nos livros de introdução à psicologia de Davidoff (1983) e de Atkinson, Atkinson, Smith e Bem (1994).
Em seguida, você realiza 2) um exame inicial do texto para obter, efetuando uma visão panorâmica, uma idéia dos tópicos principais. Neste exame, dê atenção especial aos títulos das principais seções e subseções, às suas frases iniciais e examine brevemente as figuras e ilustrações.
Um aspecto muito importante deste estágio de exame prévio é 3) a análise cuidadosa do resumo, após o exame inicial (Sondagem) do texto, isto é, após você ter passado os olhos na estrutura, divisão e organização do texto ou capítulo (vide sumário). É importante que você atente a cada ponto do sumário e do resumo. Daí, poderão surgir questões cujas respostas você obterá com maior clareza, quando fizer a leitura completa do texto.

Etapa 2: Questionamento (Perguntar). As pessoas parecem lembrar melhor dos assuntos quando param para
1) fazer e responder perguntas no início e ao longo do texto. Essa prática mantém a atenção em informações importantes e promove maior memorização. Se você perguntar previamente e tentar responder, você tem mais possibilidade de pensar sobre o assunto do texto e reter o conteúdo. Uma boa estratégia, por exemplo, é
2) converter os títulos e subtítulos das seções do texto em formas de perguntas. Assim, o título da primeira seção deste texto - “Procedimentos para Leitura Eficiente" poderia ser convertido à pergunta: “Como se poderia aumentar a eficiência da atividade de leitura?”. Ao ler, procure perguntar e investigar o que você mesmo já sabe sobre o
3) significado dos termos-chaves (muitas vezes são termos técnicos escritos em itálico).
Atenção: é importante que você
4) aplique as instruções desta etapa, desde o início ao manusear o texto como um todo e a cada seção do mesmo, à medida que avança na leitura. Procedendo assim se aprende muito mais e você poderá constatar isto ao realizar, oportunamente, os exercícios finais (teste) quando, então, pede-se que escolha, relacione, aplique ou resuma os aspectos mais importantes da sua leitura. O presente texto, por exemplo, tem duas seções principais e cada seção se inicia com um título cuja fonte é maior do que a do corpo do texto ou mancha de impressão.
Portanto, repetindo, percorra sequencialmente as seções do texto ou capítulo, aplicando os procedimentos de Questionamento, Leitura Ativa e Recitação a cada uma delas, antes de seguir para a próxima seção. Antes de ler uma seção, leia os títulos desta e das subseções. Então, transforme-os em uma ou mais questões que você espera poder responder ao ler a seção. Pergunte a si mesmo: “Quais são as principais idéias que o autor tenta transmitir nesta seção?”.

Etapa 3: Leitura Ativa. Muitos estudantes se limitam apenas a correr os olhos pela página, mas com a cabeça em outro lugar. Procure
1) ler pausada e atentamente, parando várias vezes para formular e responder às perguntas.
2) Sublinhe ou marque com tinta apropriada transparente os trechos, inclusive palavras chaves, que julgar mais importantes, novos ou esclarecedores. Procure
3) ser seletivo, não marque tudo, apenas as idéias mais centrais, ou seja, aproximadamente 15% do texto todo e de cada seção. Sublinhamento em demasia prejudica a finalidade proposta, que é selecionar as palavras e idéias-chaves mais salientes para revisão posterior.
Coloque
4) interrogações na margem direita, quando não compreender o texto, seja por falta de algum conhecimento prévio necessário seja pelo grau de dificuldade do texto. Você pode fazer também registros em bloco de notas, comparando alguns assuntos e/ou ou anotando outras coisas relacionadas ao tema em pauta. Ademais, coloque também
5) exclamações na margem direita quando julgar certas passagens como esclarecedoras e relevantes.
Enquanto lê,
6) tente responder as questões que formulou, avaliando a pertinência e a relevância de cada pergunta, aceitando-a, reformulando-a ou rejeitando-a. Reflita sobre o que você está lendo e
7) fazendo conexões com outras coisas que você sabe.
Faça
8) anotações em blocos ou fichas especialmente destinadas a esta tarefa. Provavelmente, é melhor adiar as anotações até que você tenha lido a seção e encontrado todas as idéias-chaves, de modo a poder melhor julgar sua relativa importância.

Etapa 4: Recitação. Após ler cada seção do texto, você deve
1) reproduzi-la em voz alta ou
2) escrever resumidamente, sem olhar para o texto, as informações mais importantes encontradas na seção. As pessoas retêm mais material quando se utiliza a mesma quantidade de tempo na leitura e na recitacão, ao invés de se efetuar apenas a releitura. Se você se reorienta, retornando ao material original, a recitação pode lhe dar imediatamente um feedback sobre o que você não se lembra ou não compreende. Essa reorientação é um controle muito importante, porque possibilita que você corrija a tempo as dificuldades que venham ocorrer. Continuar numa trajetória equivocada acumula tais dificuldades e desperdiça tempo. A recitação é importante também porque proporciona a prática da recordação, atividade de memória comumente necessária nas discussões em classe e nos exames. Finalmente, quando os estudantes recitam, em voz alta, as informações que são acessadas visualmente podem, assim, ser registradas num segundo sistema de memória (auditiva e da fala), tornando a recordação bastante mais provável.
Repetindo, como já observamos, você deve aplicar os procedimentos de Questionamento, Leitura Ativa e Recitação a cada seção importante do texto, na medida em que a encontra. Após ter terminado a leitura da seção, tente recordar as principais idéias e recitar as informações. Faça-o aos poucos, à medida que vai concluindo a leitura de cada seção. A auto-recitação é um meio poderoso de se fixar o material na memória. Coloque as idéias em suas próprias palavras e recite as informações (preferivelmente em voz alta ou, se você não está sozinho, para si
mesmo). Confira o texto, para garantir que recitou o material correta e completamente. A auto-recitação revelará lacunas em seu conhecimento e o ajudará a organizar as informações. Após ter completado uma seção do texto desta maneira, vá à seção seguinte e aplique os procedimentos de Questionamento, Leitura Ativa e Recitação, continue com o mesmo procedimento até terminar cada uma das seções.

Etapa 5: Revisão e Teste. Após ler e recitar os pontos importantes de cada seção, o leitor deve 1) reler o texto ou capítulo inteiro, rever suas anotações e testar seu aprendizado. Portanto, você deve reler os trechos sublinhados, marcados com tinta apropriada transparente e/ou 2) as anotações efetuadas durante a leitura. Ademais, pode, mais uma vez, transformar os títulos das seções em perguntas e recitar as respostas. Ou pode ainda 3) fazer perguntas a si mesmo, definindo e descrevendo termos-chaves e semelhantes, ou respondendo o questionário final, se houver algum, e praticar os exercícios do roteiro de estudo. A releitura é uma forma útil de refrescar sua memória, assegurando-lhe que nada de importante ficou de fora.
Repetindo, tente descrever como os vários fatos se relacionam uns aos outros e como foram organizados no texto ou capítulo. Ao realizar seu auto-teste você pode precisar percorrer novamente o texto para verificar fatos e idéias principais. Você deve reler também o resumo do texto e, enquanto faz isso, pode acrescentar detalhes a cada frase do resumo. Não adie a realização de seu auto-teste para a véspera de algum exame ou prova. A melhor ocasião para sua primeira revisão e teste do texto ou capítulo é logo após tê-lo lido.



Como Estudar Eficazmente *

Exercícios concentrados versus espaçados.
Será que é mais produtivo concentrar o estudo numa única e longa sessão na noite anterior ao exame? Ou a dispersão das atividades de aprendizagem é mais proveitosa? Os psicólogos investigaram esta questão indiretamente, explorando os efeitos da prática maciça (concentrada) e da prática distribuída (espaçada). A prática maciça se refere a estudar num único período de tempo com pouco ou nenhum descanso; a prática distribuída se refere a estudar espaçadamente durante vários períodos de atividade, com pausa para o descanso entre eles. Entretanto, as atuais descobertas de laboratório não estão totalmente de acordo quanto à superioridade de um ou outro tipo de prática.
A prática maciça parece benéfica para dominar pequeno volume de material coerente, organizado ou de grande significação. É boa para a leitura de contos, breves discursos e solução de problemas de álgebra. A prática maciça, imediatamente antes de um teste ou uma prova, tem duas vantagens para os
examinandos. Primeiro, uma vez constatado que ocorre mais esquecimento a partir de certo tempo logo após a aprendizagem, as pessoas que lêem e repassam o material, às vésperas teste, têm mais probabilidade de recordar (reconhecer ou reproduzir) maior proporção do assunto estudado por ocasião do teste. Segundo, quando as pessoas recorrem à prática maciça também tiram vantagem de uma motivação de grau mais elevado, apesar da aversividade, devido ao encerramento do prazo, contanto que ainda não tenham entrado em pânico e ainda tenham tempo suficiente para efetuar a leitura.
A prática distribuída tem seus próprios benefícios. É particularmente eficaz para a aprendizagem de aptidões motoras e de materiais verbais fracamente inter-relacionados, assim como as informações contidas em capítulos separados de um compêndio. Quando se estuda para provas, a prática distribuída tem algumas vantagens peculiares. Se a aprendizagem é espaçada em várias semanas, os estudantes têm oportunidade de controlar de perto a eficiência de diversos procedimentos importantes: a atenção, a organização, a participação ativa e a prática repetida ou superaprendizagem (assunto que abordaremos a seguir). Uma combinação de práticas distribuída e maciça, distribuindo-se a aprendizagem inicial e massificando a revisão final, é provavelmente a estratégia mais eficaz para uma maior memorização.
Superaprendizagem - a Pesquisa de Krueger.
Os que estudam em excesso para cada prova tiram mais benefícios? Ou estariam eles perdendo tempo? Para colocar a questão sob um ponto de vista mais amplo: uma prática ou exercício de aprendizagem que vai além do ponto de domínio da matéria, ou seja, a superaprendizagem aumenta a retenção ou facilita a reprodução de material verbal?
O psicólogo W. C. F. Krueger, no seu trabalho The effect of overlearning on retention (Journal of Experimental Psychology, 12, 71-78), em 1929, já havia estudado essa questão em laboratório. Krueger pediu a algumas pessoas que descorassem listas de palavras. A seguir, dividiu os participantes da pesquisa em três grupos. Os sujeitos de um grupo (100% de superaprendizagem) continuaram o treino de decoração das listas durante um mesmo intervalo tempo que havia sido necessário para aprendê-las
* Este texto é uma adaptação, realizada pelo Profº Ildenor Mascarenhas Cerqueira, baseada nos trabalhos de Thomas & Robinson (1982); Spache & Berg (1978); e Robinson (1970) e nos livros de introdução à psicologia de Davidoff (1983) e de Atkinson, Atkinson, Smith e Bem (1994).
inicialmente. Os participantes de um segundo grupo (50% de superaprendizagem) persistiram em estudar mais durante um intervalo de metade do tempo necessário para simplesmente decorar as listas. Um terceiro grupo de sujeitos (sem superaprendizagem) não teve prorrogação de intervalo de tempo além do necessário para o domínio dos itens das listas. Todos os participantes da pesquisa foram testados após vários intervalos para ver de quanto se lembravam.
Os resultados da pesquisa estão resumidos no gráfico abaixo de forma aproximada. Nota-se que 100% de superaprendizagem levaram a uma retenção superior, particularmente significativa entre os dias 4 e 28. Observa-se também que o acréscimo de 50% de superaprendizagem aumentou bastante a retenção. Contudo, o acréscimo de 100% de superaprendizagem apresentou relativamente pouca vantagem de memória em relação àquela do grupo 50% de superaprendizagem. Com os testes sucessivos, a diferença de ganho entre os grupos 100% e 50% tende a diminuir. Esses resultados sugerem também que existe um ponto a partir do qual o ganho não aumenta mais, apesar da persistência da prática de superaprendizagem, ou seja, os valores da retenção tendem a uma assíntota.
Em vista disto, praticar por períodos moderados, além do ponto do simples domínio, pode ser considerado com uma estratégia mais razoável para o estudante. Até porque, possivelmente, as discussões, debates e projetos nas quais se utiliza material recém-aprendido minimizam os aspectos aborrecidos da superaprendizagem.



Como Ler Produtivamente
É muito importante começar pela escolha de um local bem iluminado, silencioso, confortável e calmo e não se apavore caso não consiga entender tudo de imediato. A compreensão vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.
Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem haver dominado o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, quando preciso, recorrer a dicionários e enciclopédias. No entanto não se deve interromper demais a leitura. Para isso, procure apreender o significado geral, sabendo que, com a continuidade e o aprofundamento da leitura, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.
Naturalmente, um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor para aprender mais facilmente. Assim, a leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em quatro fases:
1. Faça um reconhecimento (exame prévio) do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance, é bom ter uma idéia do tema central.
2. Realce as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens.
3. Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Consulte dicionários técnicos e vernaculares. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura.
4. Faça uma distinção entre os fatos e as interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas.
Deste modo, você estará pronto para estabelecer suas próprias idéias sobre o texto. Mas, lembre-se: nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.
Como Fazer Anotações
Fazer anotações é o melhor procedimento para guardar as informações obtidas em palestras, aulas, livros e em pesquisas de campo. Mas não convém anotar tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas requer rapidez, economia e concisão. Por isso, as anotações devem ser:
1. Claras e suficientemente detalhadas para que possam ser entendidas ainda que algum tempo após o registro;
2. Sinópticas ou suficientemente sintéticas, dispensando-se o registro completo das informações originais.
É preciso considerar que anotações não são cópias ou resumos, mas sim registros de dados essenciais. Deve-se considerar também que anotar é, de certa forma, uma técnica pessoal do leitor. Pode comportar letras, mapas, esquemas e sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a se observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar o texto. As anotações devem se feitas em caderno apropriado. O leitor deve se adaptar à síntese: desconsiderar palavras e conceitos menos importantes e anotar palavras e conceitos fundamentais. Da mesma forma, deve evitar anotações de dados conhecidos a ponto de serem óbvios e usar abreviaturas.


O Método SQ3R

O método SQ3R é um dos recursos mais conhecidos para o aperfeiçoamento da capacidade de estudar e recordar o material apresentado em forma de livro texto (Thomas & Robinson, 1982). O método toma seu nome das primeiras letras de seus cinco estágios, em inglês: Survey (Sondagem), Question (Questionamento), Read (Leitura), Recitation (Recitação) e Review (Revisão). Podemos ilustrar o método mostrando como se aplicaria ao estudo deste próprio texto. No primeiro estágio Sondagem, os estudantes fazem um exame prévio do texto, para obterem uma idéia de seus principais tópicos e seções. A sondagem envolve uma rápida averiguação dos tópicos, sem se deter muito nos títulos das seções principais e subseções, e um exame cuidadoso do resumo ao final do texto. Pesquisas demonstram que uma leitura cuidadosa do resumo do texto ou capítulo é especialmente produtiva (Reder & Anderson, 1980). A leitura antecipada do resumo oferece uma visão geral do texto ou capítulo, que ajuda na organização do material enquanto você o lê. Esta espécie de Sondagem induz os estudantes a organizarem o texto, talvez até mesmo levando a uma organização hierárquica dos assuntos. Como já observamos, a organização do material auxilia a nossa capacidade de recordá-lo.
As pesquisas indicam que o método SQ3R é muito útil e definitivamente preferível à simples leitura direta do texto ou capítulo (Thomas & Robinson, 1982; Spache & Berg, 1978; e Robinson, 1970). A auto-recitação é particularmente importante; é melhor passar uma porcentagem significativa do tempo de estudo em uma tentativa ativa para recitá-lo do que dedicar todo o tempo à leitura e releitura do material (Gates, 1971). Mesmo se você optar por não seguir rigorosamente cada etapa do método SQ3R, uma atenção especial deve ser dirigida para o valor da leitura do resumo, como uma introdução a todo o material, e da auto-recitação. O método SQ3R e várias outras habilidades de estudo, incluindo anotações em palestras e preparação e realização de exames, são discutidos em excelentes livros entitulado Building Better Study Skills: Pratical Methods for Succeeding in College, publicado pela American College Testing Programe, em Iowa City, Iwoa, Estados Unidos. Como o subtítulo indica, esse livro focaliza métodos práticos para a aquisição de sucesso pessoal e acadêmico na universidade.
O segundo, o terceiro e o quarto estágios (Questionamento, Leitura Ativa e Recitação) aplicam-se a cada seção principal do texto, à medida que vai sendo encontrada. Este texto, por exemplo, tem sete seções principais, e os leitores aplicariam os estágios de Questionamento, Leitura Ativa e Recitação a cada seção, antes de irem para a próxima. No estágio de Questionamento, os estudantes lêem cuidadosamente os títulos das seções e subseções e os transformam em perguntas. No estágio de Leitura Ativa, os estudantes lêem cada seção com a atenção voltada para as respectivas respostas a essas questões. E no estágio de Recitação, o leitor tenta recordar as principais idéias da seção e recita as informações (subvocalmente ou, preferivelmente, em voz alta). Por exemplo, se você estivesse aplicando esses estágios à presente seção deste texto, você poderia observar os títulos e formular questões como “O que fazer para que o material lido possa retido por mais tempo?” ou “Quais os aspectos principais do método SQ3R”. A seguir, você leria esta seção e tentaria determinar as respostas às suas questões (por exemplo, “a leitura, como muitas outras atividades, é mais produtiva se efetuada em certa ordem, com objetivos claramente definidos e de forma mais ativa”). Depois, você tentaria recordar as principais idéias (por exemplo, “Podemos aumentar a retenção das informações obtidas através da leitura?”). Os estágios de Questionamento e Leitura Ativa quase que certamente induzem o leitor a elaborar o material enquanto o codifica; o estágio de Recitação induz o estudante a praticar a recuperação.
O quinto estágio - Revisão e Teste ocorre após terminar todo o texto ou capítulo. Os leitores tentam recordar os principais fatos a partir do que leram e compreender como os vários fatos relacionaram-se uns aos outros. Este estágio propicia a elaboração e oferece maior prática da recuperação.

Considerações Finais
Pesquisa realizada na Universidade de Ohio revelou certos hábitos de 50 bons estudantes: 1) constância – estudavam diariamente, de preferência nos mesmos locais e nas mesmas horas; 2) planejamento – seguiam um plano estabelecido para o dia inteiro; 3) concentração – nada que pudesse distraí-los se encontrava sobre as mesas; 4) recapitulação – elaboravam quadros sinópticos, esquemas e diagramas, destacando pontos importantes e resumindo assuntos; e 5) compreensão – nada
deixavam escapar (por exemplo: consultavam o dicionário a cada palavra desconhecida).
Seguindo-se estes modelos, outra boa sugestão é não deixar tudo para a última hora, confiando no “jeitinho”. Ao contrário, o estudo diário, metódico e racional é certamente mais proveitoso, até porque o tempo parece cada vez mais curto no mundo atual. Ademais, o que mais facilita a aprendizagem é a motivação e, o que mais dificulta, é a fadiga. Quanto à fadiga, é fundamental saber regular a atenção e conhecer saber os momentos do dia em que se está mais propenso ao estudo.
Outros fatores importantes são:
1) planejar a distribuição do material de trabalho e do tempo;
2) evocar sucessivamente (repetir) os dados apreendidos – a repetição é o processo natural de fixação;
3) relacionar a matéria nova a conhecimentos anteriores, de forma a elaborar conjuntos, integrando perspectivas e conceitos;
4) aplicar, em aula ou outras situações, tudo que se aprendeu - dialogar com os colegas ou resumir os pontos estudados.

Ademais, deve-se procurar:
1) evitar condições ambientais desfavoráveis, tais como iluminação deficiente,
2) estudar sempre em local silencioso,
3) interromper periodicamente as atividades – a cada 50 minutos devem corresponder 10 de descanso,
4) não se aplicar no semitrabalho nem no semirepouso: ou estudo integral ou repouso absoluto.


Resumo
As recomendações sobre como estudar proveitosamente não são normas rígidas, mas devem adaptar-se a cada assunto ou disciplina, sob vários aspectos. Comprovadamente, é importante ser ativo, agir sobre o material estudado e evitar tomar como objetivo a memorização pura e simples, no sentido de decorar por decorar ou de reter os pontos principais apenas formalmente. Há vários modos de se agir sobre o material estudado, com resultados vantajosos.

Enfim, as tarefas para uma leitura ativa proveitosa são resumidamente as seguintes:

1. Procurar se instalar em um ambiente adequado.
2. Ler silenciosamente e relacionar os diversos assuntos;
3. Reler em voz alta;
4. Concentrar a atenção em aspectos específicos: datas, ambientes, etc.;
5. Observar semelhanças, diferenças, relações;
6. Repetir várias vezes em voz alta, ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);
7. Fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a seqüência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;
8. Fazer intervalos de repouso, pois a fadiga dificulta a continuação do aprendizado e de sua retenção.

Assim como outras propostas metodológicas, o método SQ3R se baseia em três princípios básicos para maior retenção do material estudado:
1) organização do material,
2) elaboração do material
3) prática da recuperação (recordação)


Fonte:
Se alguém souber da fonte avisar imediatamente para psa.scosta@hotmail.com
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